segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A roda viva da Austeridade

De austeridade em austeridade, o Governo vai querendo convencer-nos, que a única e inevitável solução para o país é de cortar como se não houvesse amanha, naquilo que foram os direitos conquistados, principalmente pelo estrato social mais desprotegido, ao longos dos últimos 35 anos.

Se por um lado, e só o maior dos irresponsáveis ou demagogo foleiro ou poderia negar, é necessário um maior equilíbrio das contas públicas, por outro lado, esse equilíbrio não pode/deve ser conseguido constantemente à custa dos mesmos, à custa daqueles que não conseguem fugir (qual Jerónimo Martins qual quê, entre outras...), não pode/deve ser conseguido constantemente à custa dos que trabalham por conta de outrem.

Para além da desenfreada carnificina às "despesas" do Estado Social, o caminho seguido aponta ainda um empobrecimento generalizado para compensar o facto de o Estado português já não poder desvalorizar a Economia nacional através da desvalorização da moeda, seguindo à risca a receita, falhada diga-se, aplicada à Grécia.

Hoje, segundo notícias vindas a público, o Governo de Passos Coelho já está a trabalhar num cenário de mais medidas de austeridade para este ano, no valor de 0,3% do PIB - o equivalente a 520 milhões de euros.

No fundo, continua esta roda viva da austeridade desmedida, que apenas contribuirá para aumentar o desemprego, reduzir o rendimento disponível e atirar a responsabilidade da protecção social para as mãos dos privados, com as dramáticas consequências que daí advirão, lançando a classe média para o abismo e com ela o país.

Vão sem mim, que eu vou lá ter...

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